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Ciranda da Bailarina

Oswaldo Montenegro

A ironia da perfeição em “Ciranda da Bailarina” de Oswaldo Montenegro

“Ciranda da Bailarina”, de Oswaldo Montenegro, utiliza a figura da bailarina para ironizar a ideia de perfeição. A letra destaca, de forma leve e bem-humorada, pequenas imperfeições e situações constrangedoras comuns a todos, como “pereba”, “piolho”, “remela” e até “problema na família”, sempre repetindo que “só a bailarina que não tem”. Essa repetição cria um contraste divertido, mostrando que a perfeição atribuída à bailarina é apenas uma fantasia.

A música foi composta para o balé “O Grande Circo Místico” e originalmente interpretada por um coro infantil, o que reforça o tom lúdico e irônico. Os exemplos citados na letra, muitos deles tabus ou ligados ao universo infantil, aproximam a canção do cotidiano das crianças, mas também funcionam como crítica aos padrões de perfeição impostos pela sociedade. No final, a música sugere que todos, inclusive figuras de autoridade como o padre, têm suas imperfeições, desmontando a ideia de que alguém pode ser realmente perfeito. Assim, “Ciranda da Bailarina” convida o ouvinte a aceitar suas próprias falhas e a enxergar a busca pela perfeição como uma brincadeira.

Composição: Chico Buarque, Edú Lobo. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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