Fragmentos (Re)Construção

Oswaldo Montenegro

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Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

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