
Se Puder Sem Medo
Oswaldo Montenegro
Rituais de despedida e vulnerabilidade em “Se Puder Sem Medo”
Em “Se Puder Sem Medo”, Oswaldo Montenegro utiliza a repetição do verbo “deixa” para expressar a dificuldade de aceitar o fim de um relacionamento e o desejo de preservar pequenos rituais e objetos que simbolizam a intimidade perdida. Cada pedido, como “deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava” e “deixa a luz do quarto acesa”, funciona como uma tentativa de manter viva a presença do outro, mesmo após a separação. O próprio artista já afirmou que escolheu essa canção para representar afetos sólidos que o tempo acabou desgastando, o que reforça o tom nostálgico e a busca por vestígios de um amor que se desfaz.
A música explora a melancolia do término e a dificuldade de lidar com o vazio deixado pela ausência. Imagens como “deixa o lençol amarrotado mesmo que vazio” e “deixa a minha insanidade é tudo que me resta” traduzem o sentimento de abandono e a tentativa de se apegar a qualquer lembrança do cotidiano compartilhado. O verso “deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro” revela a vulnerabilidade diante do novo cenário, enquanto “deixa o que era inexistente e eu pensei que havia” aponta para as ilusões e expectativas frustradas. Com uma interpretação intimista, Montenegro transforma a canção em um desabafo sincero sobre a dor do adeus e a necessidade de encarar, sem disfarces, a solidão e o luto amoroso.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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