
Eu Quero Minha Mãe
Oswaldo Montenegro
Vulnerabilidade e saudade materna em “Eu Quero Minha Mãe”
Em “Eu Quero Minha Mãe”, Oswaldo Montenegro explora a vulnerabilidade humana diante do medo e da insegurança. A repetição do pedido “eu quero minha mãe!” evidencia um desejo intenso de proteção, especialmente em situações de desamparo, como a dificuldade de se orientar em um ambiente desconhecido ou o medo da escuridão. Trechos como “como é que se faz pra tomar condução por aqui hein? eu quero dormir! tenho muito medo dessa escuridão” reforçam essa sensação de fragilidade, remetendo à infância, quando a presença materna simboliza segurança e acolhimento.
O anseio por “chegar a tempo pro café com pão” e “chegar mais cedo que o latido dos cães” destaca a busca por um cotidiano simples e seguro, onde o conforto materno antecede qualquer ameaça do mundo externo. Já o verso “fiz tudo pra crer nos homens toda vida e... pau” marca uma quebra de confiança, sugerindo decepção com as pessoas e a sociedade. O uso repetido da palavra “pau” enfatiza o impacto dessas desilusões, como se cada tentativa de confiar resultasse em uma nova frustração. Assim, Montenegro transforma o desejo de voltar ao colo materno em uma metáfora para a busca de proteção e inocência perdida, retratando de forma sensível a fragilidade diante das adversidades da vida adulta.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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