Exibições da letra 29

Mau-Olhado

Papangu

Atravessado, troncho, arredio
Violento gesto do imediato
Golpe de luz, cor e devaneio
Olho gordo solto, cria do diabo

Desilusão, velho atormento
Capataz do sono, sina detestada
Fujo de ti! Busco meu socorro
Proteger meu corpo desse mau-olhado

Cedo acordo, algazarra
No sereno me encara
Flores secam, desencarna
Meu canário engaiolado

Lá, lá ra-iá
Sete ervas vou plantar

Lá vou plantar
Satanás vou te cegar

Enterrei em cova sertânea
(Grãos de armadura de prata brilhando)

Colherei mementos-escudo
(Alho, arruda, rapé, palo santo)

Mau-olhado, perde de vista
(Guiné, pimenta e manjericão)

A São Jorge entrego a sorte
(Alecrineiro não deixa morrer)

Enterrei em cova sertânea
(Grãos de armadura de prata brilhando)

Colherei mementos-escudo
(Alho, arruda, rapé, palo santo)

Mau-olhado, perde de vista
(Guiné, pimenta e manjericão)

A São Jorge entrego a sorte
(Alecrineiro não deixa morrer)

Composição: Rodolfo Salgueiro, Marco Mayer, Pedro Francisco. Essa informação está errada? Nos avise.

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