
Cherry
Paulo Flores
Cultura urbana e afeto em “Cherry” de Paulo Flores
Em “Cherry”, Paulo Flores utiliza expressões típicas de Angola, como “garina” (menina, garota) e “barona” (mulher atraente), para criar uma atmosfera que reflete o cotidiano urbano de Luanda. A música se passa em locais emblemáticos da cidade, como a Mutamba e a Avenida Marginal, reforçando a conexão entre a história de amor e a vida vibrante da capital angolana. Essa ambientação aproxima o ouvinte da cultura local e mostra o olhar afetuoso e bem-humorado do artista sobre sua terra natal.
A letra mistura leveza e humor ao retratar o encantamento do narrador por Cherry, como nos versos “me inchou a vista toda me deixou bem embofocada” e “nunca vi tanta doçura, nunca fui tão bem amado”. Mesmo ao abordar a saudade e a ausência da amada, o tom descontraído permanece, especialmente em “Hoje ando a procura da garina que bazou / Meu coração não tem cura meu jindungo ela secou”. A expressão “meu jindungo ela secou” faz referência ao tempero típico angolano (jindungo, uma pimenta), sugerindo que Cherry levou embora o tempero, a paixão e a alegria do narrador. Assim, “Cherry” celebra o charme das relações urbanas, a riqueza do português angolano e a intensidade dos sentimentos cotidianos, sempre com o humor e a ternura característicos de Paulo Flores.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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