
Gepe
Paulo Flores
Identidade e saudade em “Gepe” de Paulo Flores
A música “Gepe”, de Paulo Flores, destaca-se por unir referências culturais angolanas e brasileiras, criando um retrato rico da identidade e da memória coletiva. Termos como “Carimpimpinha” e “Caribaçula” reforçam o orgulho das raízes africanas, especialmente quando o artista afirma: “Sou negro da carapinha”, valorizando a ancestralidade e a estética negra. A mistura de português com kimbundu aproxima o ouvinte da oralidade angolana e ressalta a autenticidade e diversidade cultural do país.
A canção também faz menção a figuras como “Lucky Luke”, “Maria Bonita”, “Luis de Morais” e “Gonzaga pai”, ampliando o diálogo entre Angola e outros universos culturais. O verso “Lucky Luke matou a sombra que assobia” pode simbolizar a superação de medos, enquanto o pedido por “uma Maria Bonita desconsolada” revela o desejo por um amor idealizado e carente de consolo. As referências a músicos como Luis de Morais, importante no semba, e Luiz Gonzaga, ícone da música nordestina brasileira, mostram as influências que moldam o estilo de Paulo Flores.
A letra, repleta de nomes e situações do cotidiano, transmite sentimentos de saudade, pertencimento e busca por alegria em meio às dificuldades. O refrão “Eu quero amar essa terra agora / Onde está manazinha foi embora” expressa o apego à terra natal e a dor da ausência, evocando temas de migração e separação. Assim, “Gepe” celebra a cultura angolana e retrata as emoções de quem vive entre tradição e modernidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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