
Alvorada voraz
Paulo Ricardo
Corrupção e desencanto em “Alvorada voraz” de Paulo Ricardo
“Alvorada voraz”, de Paulo Ricardo, destaca-se por abordar de forma direta e corajosa a corrupção sistêmica no Brasil, usando nomes reais como “Maluf”, “Lalau”, “Barbalho” e “Sarney”, além de citar casos emblemáticos como o “Caso Sudam”. Essas referências ancoram a música em um contexto histórico específico, expondo a impunidade e a recorrência dos escândalos políticos no país. O título, que significa um amanhecer intenso e voraz, sugere a esperança de renovação, mas também revela que esse novo começo já nasce marcado por conflitos e incertezas, refletindo o clima de desconfiança do período pós-ditadura.
A letra constrói um ambiente de tensão e desencanto, como no verso “Nós aguardam exércitos que nos guardam da paz. Que paz?”, que questiona a legitimidade das instituições e a falsa sensação de segurança. Metáforas como “um êxtase de dor” e “um corte exposto em seu rosto amor” reforçam o impacto emocional da violência e da corrupção. O medo aparece de forma recorrente: “medo de tudo, medo do nada, medo da vida assim engatilhada”, expressando a vulnerabilidade coletiva. Ao ironizar a impunidade com “juram que não corrompem ninguém, agem assim pro seu próprio bem” e criticar a manipulação midiática em “é a propaganda, pois nesse país é o dinheiro que manda”, a música assume um tom crítico e urgente. Assim, “Alvorada voraz” se consolida como uma denúncia social potente, misturando indignação, descrença e urgência diante de um ciclo persistente de corrupção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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