
Camioneta Zera
Pedra Letícia
Identidade urbana e humor em “Camioneta Zera” de Pedra Letícia
“Camioneta Zera”, da banda Pedra Letícia, usa o humor para desafiar o estereótipo do goiano tradicional, geralmente associado ao campo e à música sertaneja. Logo nos primeiros versos, a banda deixa claro seu posicionamento: “Eu sou goiano, mas eu sou urbano / Não gosto de mato. Eu me mato / Se alguém me chama de caipira, Pirapora”. Aqui, o grupo afirma uma identidade urbana e roqueira, rejeitando o clichê do interior e mostrando que não se sente obrigado a seguir a cultura dominante da região.
A letra também ironiza valores materiais e comportamentos típicos do status regional, como ter caminhonete, fazendas ou ostentar chapéu em festas. No trecho “Tô nem aí se ocê tem caminhonete / Ou se a sua peguete corneou ocê”, a banda tira sarro das preocupações e dramas comuns em letras sertanejas, adotando um tom leve e debochado. O refrão “Solta um som ligado, bem plugado em duzentos e vinte” reforça a preferência pelo rock e pela energia elétrica, em contraste com o acústico do sertanejo. Assim, “Camioneta Zera” se destaca como uma declaração bem-humorada de independência cultural, mostrando que ser goiano pode significar muito mais do que seguir padrões pré-estabelecidos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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