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É o Diabo

Pedro Abrunhosa

Crítica à hipocrisia e poder em “É o Diabo” de Pedro Abrunhosa

Em “É o Diabo”, Pedro Abrunhosa faz uma crítica direta à hipocrisia de figuras poderosas, usando ironia e sarcasmo para expor a corrupção e o abuso de poder. Logo no início, a autoproclamação “Sou tão bom (é o Diabo)” revela o contraste entre a imagem de virtude e as ações imorais do personagem. O verso “sou dono disto tudo, um diabo de veludo” destaca essa dualidade: por fora, sofisticação e influência; por dentro, interesses escusos e falta de ética. Expressões como “cocktail e VIP” e “tenho um saco de ministros” reforçam a crítica ao elitismo e à relação promíscua entre poder político e interesses pessoais, temas recorrentes na obra do artista.

A música também faz referência às tentações de Cristo: “Se és filho de Deus, diz para quê estas pedras se transformem em pães... Dar-te-ei todas estas coisas se caíres ao chão e te prostrares diante de mim”. Com isso, Abrunhosa compara os corruptos contemporâneos ao próprio Diabo, que oferece poder e riqueza em troca de submissão moral. O tom provocador aparece em frases como “sou Diabo travesti” e “espelho, está aqui um gajo bonito, ah, sou eu!”, que ridicularizam a vaidade e o narcisismo dessas figuras. Assim, a canção utiliza humor, sarcasmo e referências religiosas para denunciar a falsa moralidade e os abusos presentes na sociedade.

Composição: Pedro Abrunhosa. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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