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Foto do artista Pedro Bento e Zé da Estrada

Amargurado pela dor de uma saudade
Voltei de novo ao recanto onde eu nasci
Onde passei minha bela mocidade
Voltei chorando com a tristeza que senti

Vi as campinas que brincava com maninho
E a palmeira que meu velho pai plantou
Chorei demais com saudades do velhinho
Que Deus do céu há muitos anos já levou

E onde estão meus estimados companheiros
Se foram tantos janeiros desde que eu deixei meus pais
Adeus lagoa, poço verde da esperança
Meu tempinho de criança que não volta nunca mais

Meu pé de cedro desfolhado e já sem vida
Final amargo de uma rósea esperança
O monjolinho, quero ouvir sua batida
A embalar a minha alma de criança

Manso regato que brotava lá na serra
Saudosa fonte que alegrava o meu viver
Adeus paisagem, céu azul da minha terra
Rincão querido, hei de amar-te até morrer

E onde estão meus estimados companheiros
Se foram tantos janeiros desde que eu deixei meus pais
Adeus lagoa, poço verde da esperança
Meu tempinho de criança que não volta nunca mais

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