
Cien Años
Pedro Infante
A devoção silenciosa e a dor em "Cien Años"
"Cien Años", de Pedro Infante, destaca-se por transformar a rejeição em uma devoção silenciosa e persistente, mesmo diante da total indiferença da pessoa amada. O verso “Pensar que ni desprecios merezca, yo, de ti” mostra um sentimento ainda mais doloroso do que o desprezo: a completa ausência de reação, como se o narrador fosse invisível para quem ama. Essa falta de reciprocidade intensifica o tom melancólico da canção, pois o sofrimento não encontra nem oposição, apenas o vazio.
O tema central é o amor não correspondido, marcado pela persistência dos sentimentos ao longo do tempo, como fica claro em “Y si vivo cien años, cien años, pienso en ti” (E se eu viver cem anos, cem anos, penso em você). Aqui, a hipérbole de viver cem anos funciona como metáfora para a eternidade do sentimento, mostrando que, apesar da dor e da indiferença, o amor permanece inabalável. A letra usa imagens simples e diretas, como “Te vi sin que me vieras, te hablé sin que me oyeras” (Te vi sem que me visse, te falei sem que me ouvisse), para transmitir a sensação de isolamento e impotência diante do esquecimento. O tom nostálgico e resignado, reforçado pela melodia do bolero ranchero, faz de "Cien Años" uma expressão universal da dor de amar sem ser amado, o que explica sua popularidade e as inúmeras regravações ao longo das décadas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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