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Está Na Hora

Pedro Ortaça

Tradição e resistência social em “Está Na Hora” de Pedro Ortaça

A música “Está Na Hora”, de Pedro Ortaça, utiliza a tradição gaúcha como símbolo de resistência e consciência coletiva diante das mudanças sociais e políticas no Brasil. Logo nos primeiros versos, o narrador questiona: “morreu a crença da indiada do pastoreio”, relacionando a perda de valores tradicionais à “incompetência de uns, e a má fé de outros”. Essa passagem deixa clara uma crítica à condução política e à alienação cultural, mostrando preocupação com o distanciamento das raízes e da identidade regional.

O contexto nativista da canção, reforçado pela trajetória de Ortaça e do grupo Troncos Missioneiros, aparece em metáforas como “quem acha o rumo da aguada não morre de sede à míngua”, indicando que buscar conhecimento e verdade é essencial para a sobrevivência cultural. A letra também denuncia a influência externa e o “patrocínio daninho”, defendendo que o país deve “seguir sozinho” para superar desafios sem depender de interesses estrangeiros. O chamado à ação é direto: “É hora depois da espera, que haja uma volta por cima”, sugerindo uma renovação social e política. O povo, descrito como “matéria prima”, merece uma “primavera”, metáfora para um novo tempo de esperança. Ao final, a música reafirma a identidade gaúcha como força ativa, capaz de iluminar o caminho coletivo e resistir à opressão, mantendo viva a cultura missioneira.

Composição: Pedro Ortaça, Jayme Caetano Braum. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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