
Milonga Dos Ancestrais
Pedro Ortaça
Herança e identidade gaúcha em “Milonga Dos Ancestrais”
“Milonga Dos Ancestrais”, de Pedro Ortaça, destaca a forte conexão do povo gaúcho com suas raízes indígenas, europeias e mestiças. A letra faz referência direta à presença e resistência dos povos originários, especialmente ao citar “guaranis cor de bronze” e o “lunar do índio Sepé”, evocando Sepé Tiaraju, líder indígena símbolo da luta contra a colonização. O contexto histórico se amplia com menções a Bento Gonçalves e Canabarro, figuras centrais da Revolução Farroupilha, reforçando a herança de luta e resistência que moldou a identidade do Rio Grande do Sul.
A música utiliza imagens da vida campeira e da natureza para expressar pertencimento e continuidade, como em “meu bisavô levantou-se / de lança em punho enristada” e “sou urutau e araponga / João de barro e siriema”. Esses versos mostram que a ancestralidade está viva no sangue, nos costumes e nos sons da terra. Ao afirmar “sou cria dos sete povos / sou índio branco e mestiço”, Ortaça sintetiza a miscigenação e a riqueza cultural do povo gaúcho, celebrando a união de diferentes raízes como fonte de orgulho e identidade. Assim, a milonga se apresenta não apenas como um estilo musical, mas como um elo entre passado e presente, entre a terra e seus habitantes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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