
Chimarrão À Dois
Pedro Ortaça
Ritual de afeto e tradição em “Chimarrão À Dois”
Em “Chimarrão À Dois”, Pedro Ortaça transforma o simples ato de compartilhar o chimarrão em um símbolo de intimidade e cumplicidade entre o casal. A expressão “a cuia vai, a cuia vem” representa não só a troca da bebida, mas também a troca de sentimentos, carinho e afeto, reforçando o valor da tradição gaúcha como um elo afetivo. O contexto nativista e missioneiro, característico da obra de Ortaça, aparece na valorização do rancho, do cotidiano rural e do papel central da mulher na vida do protagonista. Isso fica claro no verso “ela é quem manda no destino meu patrão”, que inverte de forma carinhosa os papéis tradicionais, demonstrando respeito e admiração pela companheira.
A música também utiliza a metáfora do chimarrão como uma prece, destacando o caráter quase sagrado desse costume. O trecho “a cuia vai, mas nos meus lábios permanece / Dos lábios dela a gostosura e o sabor” mostra que o gesto de dividir o chimarrão mantém viva a presença e o carinho da parceira, mesmo depois do ato. Dessa forma, Pedro Ortaça celebra tanto a cultura regional quanto a importância dos pequenos gestos diários na construção do afeto e da união, transformando o cotidiano rural em um espaço de ternura e significado profundo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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