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Cantadeira

Pedro Ortaça

Tradição e memória gaúcha em “Cantadeira” de Pedro Ortaça

Em “Cantadeira”, Pedro Ortaça utiliza a imagem da "carreta cantadeira" para representar a forte conexão entre o homem, a terra e as tradições do interior do Rio Grande do Sul. A carreta, que "anda, anda" pelas estradas do rincão e chega até as barrancas do Uruguai, simboliza a rotina dos antigos carreteiros, figuras essenciais na história das Missões e do estado. Essa referência reforça o sentimento de pertencimento e identidade regional, características marcantes tanto na obra de Ortaça quanto no grupo "Troncos Missioneiros".

A letra traz um tom nostálgico ao mencionar o "tempo que era lindo e que se foi" e ao relacionar a carreta a elementos típicos do cotidiano gaúcho, como o churrasco e o mate amargo. O refrão repetitivo e a expressão "êra boi" — tradicionalmente usada para conduzir bois — destacam a musicalidade do trabalho rural e a memória afetiva de um modo de vida que ainda resiste no imaginário coletivo. Os eixos da carreta "choramingando já muy lentos" funcionam como metáfora para o passar do tempo e a saudade, enquanto a travessia de fronteiras mostra que essas tradições vão além dos limites geográficos, permanecendo vivas na cultura missioneira celebrada por Ortaça.

Composição: Pedro Ortaca, Rubens Dario Soares. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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