
Sabedoria do Tempo
Pedro Ortaça
Humildade e tradição em "Sabedoria do Tempo" de Pedro Ortaça
A música "Sabedoria do Tempo", de Pedro Ortaça, aborda como a humildade diante da experiência dos outros é essencial para o crescimento pessoal. No trecho “Só falo depois de ouvir e se ouvirem quando falo / Pois não tenho a pretensão que certa vez teve o galo / De achar que o sol só nascia depois de ouvi-lo cantá-lo”, o artista usa a figura do galo para criticar a arrogância e valorizar a escuta. A mensagem é clara: ninguém sabe tudo, e reconhecer os próprios limites é sinal de sabedoria.
A letra também ressalta o valor dos ensinamentos dos mais velhos e das conversas do dia a dia, como em “Da boca sábia dos velhos, só tirei ensinamentos” e “Das charlas do dia-a-dia, o que é bom, escuto e guardo”. Esses versos reforçam a importância da tradição oral e da convivência nos galpões, aspectos centrais da cultura missioneira que Pedro Ortaça sempre defendeu. Ao citar “Somente com erva buena que se faz um bom amargo”, a música faz referência ao chimarrão, símbolo gaúcho, usando-o como metáfora para mostrar que só com bons valores se constrói algo de valor. O tom sereno da canção reflete o respeito entre gerações, destacando que o tempo é um mestre e a escuta, uma virtude. "O fundamento dos tempos para aproveitar as horas" resume a ideia de que aprender com o passado e com os outros é o caminho para uma vida mais consciente e plena.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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