
Is That All There Is?
Peggy Lee
Desilusão e ironia existencial em “Is That All There Is?”
“Is That All There Is?”, interpretada por Peggy Lee, explora como grandes experiências da vida – como um incêndio na infância, o espetáculo do circo e o primeiro amor – podem resultar em sentimentos de vazio e desapontamento. Inspirada no conto “Desilusão” de Thomas Mann, a letra adota uma postura cética diante da existência, mostrando que até eventos marcantes podem não trazer o sentido ou o encantamento esperados. O refrão repetido, “Is that all there is?” (“É só isso?”), funciona como um mantra de resignação, sugerindo que, se a vida se resume a essas decepções, o melhor é continuar dançando e aproveitando o momento, mesmo que de forma irônica ou desiludida.
A canção alterna trechos falados e cantados, reforçando o tom introspectivo e melancólico, com influência do cabaré alemão e de Kurt Weill. Peggy Lee, que afirmou se identificar profundamente com a música, transmite uma emoção contida e quase indiferente, o que intensifica a ironia da mensagem. Quando a narradora prevê que até a morte será “o último desapontamento” e que repetirá a pergunta do título, fica clara a visão de mundo em que a busca por sentido é sempre frustrada. Assim, a música aborda temas universais como desilusão, efemeridade das experiências e a tentativa de encontrar algum prazer ou leveza, mesmo diante do absurdo da existência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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