
A Ida
Plebe Rude
Reflexão sobre a morte e a busca por sentido em “A Ida”
"A Ida", da Plebe Rude, aborda de forma direta a angústia diante da morte e a dificuldade de encontrar sentido na perda. A música questiona a capacidade de instituições como a burocracia, a justiça e a religião de oferecerem respostas ou consolo em momentos de luto. O verso “Quem tem a razão? Um burocrata ou um padre com o evangelho em mãos” coloca em dúvida quem realmente pode ajudar a lidar com a dor, enquanto “Justiça é tão bela se funcionasse só uma vez” ironiza a distância entre o ideal de justiça e sua aplicação real, reforçando o tom crítico da letra. O contexto de composição, em uma fase mais acústica da banda, contribui para o clima introspectivo da canção.
A letra expressa um sentimento de impotência diante da morte, como em “Palavras não justificam a ida em vão” e “A lei não ressuscita, burocratiza o que eu já sei”, mostrando que discursos religiosos e procedimentos legais não aliviam a dor da perda. O pedido repetido “Esclarece por favor” evidencia a busca por explicações que nunca chegam, enquanto “Se ter fé for a saída, quem sempre teve foi embora de vez” questiona até mesmo o papel da fé como consolo. Assim, "A Ida" reflete sobre a insuficiência das respostas tradicionais diante do fim, transmitindo incerteza, frustração e a necessidade de aceitar a partida, mesmo sem entender completamente o motivo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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