
Samba Enredo 1986 - Morfeu no carnaval, a utopia brasileira
G.R.E.S. Portela (RJ)
Crítica social e utopia em “Samba Enredo 1986 - Morfeu no carnaval, a utopia brasileira”
O samba-enredo “Samba Enredo 1986 - Morfeu no carnaval, a utopia brasileira”, da G.R.E.S. Portela (RJ), utiliza Morfeu, deus grego do sono e dos sonhos, como símbolo central para abordar a realidade brasileira dos anos 1980. Ao pedir “Deixa Morfeu me levar / Nos seus braços, sonhador / Quero fugir da realidade / Desse mundo sofredor”, a letra expressa o desejo coletivo de escapar das dificuldades do cotidiano, especialmente em um período de crise econômica e transição política. O Carnaval e o samba aparecem como espaços de refúgio e utopia, onde é possível sonhar com uma vida melhor, mesmo que temporariamente.
A música constrói imagens de um Brasil idealizado, como o “índio em sua selva a sorrir / Feliz nesse torrão / Livre do FMI e da poluição” e o trabalhador que “descola um troco e paga / Geral pro meu patrão (que é vacilão)”. Essas cenas utópicas contrastam com a realidade dura do “despertar dessa ilusão”, marcada por dificuldades como “quanta taxa pra pagar”, “trem lotado”, “desempregado e com criança pra criar”. O samba usa ironia e expressões populares para criticar a desigualdade e a influência estrangeira, como em “No país da bola / Só deita e rola / No país da bola / Quem vem com dólar...”. Ao mesmo tempo, celebra a capacidade do brasileiro de sonhar e rir diante das adversidades, mostrando o Carnaval como espaço de resistência e esperança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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