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O Bonde e As Moças

Raimundo Ramos

Letra

    Na rua onde passa o bonde
    Moça não pode engordar
    Não trabalha, não estuda
    Não descansa, é um penar

    Se o bonde passa
    Está na janela
    Se o bonde volta
    Ainda ‘sta ela
    Namora á todos
    É um horror
    Aos passageiros
    E ao condutor

    Todas elas, sem exceção
    Têm as mangas dos casacos
    De viverem nas janelas
    Todas cheias de buracos

    Algumas eu tenho visto
    Correrem lá da cozinha
    Co’a boca cheia de carne
    Sujo o rosto de farinha

    Outras, de manhã bem cedo
    Acordam atordoadas
    Vem o bonde, elas já surgem
    Co’as caras enferrujadas

    As parelhas já conhecem
    Estas moças de janelas
    Quando passam se demoram
    Para olharem para elas

    Conheço algumas que moram
    Aonde o bonde não passa
    Que gritam, fazendo troça
    Esta rua é uma desgraça!

    Não passa o bonde
    Está na janela
    O dia inteiro
    Ali passa ela
    Aos transeuntes
    Olha com ardor
    Namora á todos
    É um horror!

    Composição: Raimundo Ramos Filho (Ramos Cotoco). Essa informação está errada? Nos avise.

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