
Baile Funky
Raimundos
Hipocrisia e exclusão social em "Baile Funky" dos Raimundos
"Baile Funky", dos Raimundos, faz uma crítica direta à hipocrisia presente em instituições como igrejas e forças policiais. No verso “É na igreja que o povo esvazia as bolsa”, a banda denuncia práticas religiosas que exploram financeiramente os fiéis, apontando para a exigência de dízimos em troca de promessas de salvação. A música também aborda a corrupção policial e a desigualdade social, como em “Eu te falei que o ladrão que rouba mesmo / É bem vestido e eu vi de monte”, deixando claro que o verdadeiro perigo está entre aqueles que ocupam cargos de respeito e poder, e não entre os marginalizados.
Além disso, a letra critica o consumismo e a alienação promovida pela mídia, evidenciado em “Eu tô cansado da tv e do bombardeio da moda / Manda comprar tudo que eu ver”. A insatisfação com o sistema é reforçada pela metáfora do remédio forte que “mata cada dia um pouco”, sugerindo que as soluções oferecidas pela sociedade são, na verdade, prejudiciais. O refrão “A porta tá sempre aberta pro povo” e a repetição de “casca do cerrado chegaram os mortos de fome” destacam a exclusão social e o preconceito contra migrantes e pobres. A referência ao “povo de zé ofensa” ironiza o estigma e a marginalização desses grupos. Com um tom direto e urbano, aliado à sonoridade pesada do álbum "Lapadas do Povo", "Baile Funky" se torna um retrato contundente das injustiças sociais brasileiras dos anos 1990.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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