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Szomorú Vasárnap

Rezsõ Seress

O luto e o desespero em "Szomorú Vasárnap" de Rezsõ Seress

Em "Szomorú Vasárnap", Rezsõ Seress transforma o domingo em um símbolo de tristeza profunda, marcado por imagens de flores brancas, orações e luto. A música vai além da simples perda amorosa, tornando-se um retrato universal do desespero e da sensação de fim, tanto no âmbito pessoal quanto coletivo. O contexto histórico é fundamental: composta em um período de sofrimento causado pela guerra, a canção foi posteriormente associada ao suicídio, especialmente após adaptações que enfatizaram o desejo de morrer após uma grande perda. Versos como “kenyerem a bánat” (meu pão é a tristeza) e “könny csak az italom” (lágrimas são minha bebida) mostram como a dor se torna parte da rotina, algo inevitável e constante na vida do eu lírico.

A segunda estrofe aprofunda o tema ao citar o funeral, o caixão e o luto, reforçando a ligação da música com a morte e o suicídio. Esse aspecto ficou ainda mais forte devido à própria história de Rezsõ Seress e às lendas urbanas que cercam a canção. O trecho “Nyitva lesz szemem hogy még egyszer lássalak / Ne félj a szememtől holtan is áldalak” (Meus olhos estarão abertos para te ver mais uma vez / Não temas meus olhos, mesmo morto te abençoo) revela uma devoção que ultrapassa a vida, misturando amor, perda e aceitação do fim. Assim, "Szomorú Vasárnap" se consolidou como um ícone cultural do luto e da desesperança, marcado tanto por sua história quanto pelas interpretações que atravessaram gerações.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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