
Chinoca
Ricardo Bergha
Tradição e delicadeza no amor em "Chinoca" de Ricardo Bergha
A música "Chinoca" de Ricardo Bergha retrata o universo dos relacionamentos no meio rural gaúcho, valorizando tanto a força quanto a delicadeza presentes nessas relações. O termo "picana", instrumento usado para conduzir o gado, aparece como metáfora para o papel do narrador: ao afirmar “não quero ser a picana / ao te afagar meus carinhos”, ele deixa claro que prefere a ternura ao rigor, mostrando um cuidado em não impor sua vontade ou machucar a pessoa amada. Essa escolha revela uma sensibilidade rara em canções tradicionalistas, que costumam exaltar mais a força do que a suavidade.
A letra também utiliza expressões regionais, como "chinoca" (jovem moça do sul do Brasil) e "flor amarela" (símbolo de beleza e delicadeza), para criar um clima romântico e leve, típico da cultura gaúcha. O desejo de ser "espinho" ao lado da flor amarela mostra a vontade de estar próximo, mesmo reconhecendo que o amor pode trazer riscos e desafios. O contraste entre força e suavidade aparece ainda no receio de que o "beijo" e o "desejo" possam "perfure a flor com espinho", evidenciando respeito e cuidado com os sentimentos da amada. Assim, "Chinoca" celebra o amor rural, equilibrando paixão, respeito e as tradições do sul do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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