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Nha Kubiku

Rislene

Tradição, resistência e esperança em “Nha Kubiku” de Rislene

Em “Nha Kubiku”, Rislene transforma a ideia de lar em um símbolo de resistência, memória e dignidade. O título e o refrão, herdados de gerações anteriores, mostram que a casa não é apenas um espaço físico, mas também um refúgio emocional e cultural. O pedido recorrente “Nhos da-m simóla dun pon i un vinhu” (me deem um símbolo de pão e vinho) representa tanto a hospitalidade tradicional quanto o desejo de acolhimento e respeito, especialmente diante das dificuldades sociais e da exclusão. Versos como “Ami é ségu N ka t'odja / Ami é manku N ka t'anda” (sou cego, não me veem / sou manco, não ando) reforçam a sensação de invisibilidade e limitação, mostrando como essas barreiras são tanto físicas quanto sociais.

A música também traz um relato honesto sobre os desafios do cotidiano: “Vida ka foi mansu ku mi nau / Ten ki ta prendi lida ko'l / Fuji di ganza ku alkol” (a vida não foi mansa comigo, tenho que aprender a lidar com ela, fugir das drogas e do álcool). Rislene fala sobre a luta para manter a dignidade e a saúde mental em meio a adversidades, mas reafirma seu direito de viver com respeito: “Mi tánbi N ten diretu vivi dretu”. A imagem da lua iluminando a casa – “Lua brilia riba nha kubiku / Ilumina rua ki sta depresivu” – traz esperança e proteção, mesmo quando o entorno é marcado pela tristeza. Ao unir tradição e realidade atual, Rislene mostra que a busca por respeito e pertencimento é uma luta coletiva e pessoal.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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