
Canto da Terra
Roberto Leal
Tradição e saudade rural em “Canto da Terra” de Roberto Leal
“Canto da Terra”, de Roberto Leal, aborda de forma sensível a preocupação com o futuro das tradições rurais portuguesas, especialmente as de Trás-os-Montes. A letra traz questionamentos como “Quem há de regar o prado / E dar de beber ao gado?”, que refletem tanto a saudade quanto o receio de que, com o êxodo das novas gerações, práticas agrícolas e costumes possam desaparecer. O refrão “Ai, ai, ai, o canto da serra / Ai, ó linda até quando será / Ai, ai, ai, o canto da terra / Ai, ó linda o tempo dirá” reforça essa incerteza, sugerindo que só o tempo mostrará se essas tradições vão sobreviver.
O álbum em que a música está inserida traz canções em mirandês e elementos da música tradicional portuguesa, evidenciando o esforço de Roberto Leal em valorizar e preservar a diversidade cultural do país. Ao citar atividades como “plantar nas serras”, “pisar o vinho” e “ceifar os trigais”, a canção presta homenagem ao trabalho rural e à ligação afetiva com a terra natal. No trecho final, “E quando eu já for velhinho / Ai, não puder subir a serra / Vou sonhar os teus caminhos / Hás de ser sempre a minha terra”, a música expressa ternura e resignação, mostrando que, mesmo com o passar do tempo e as mudanças, o vínculo com a terra permanece como parte fundamental da identidade e da memória afetiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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