
Fatamorgana
Roberto Leal
Desejo e ilusão no universo de “Fatamorgana” de Roberto Leal
Em “Fatamorgana”, Roberto Leal utiliza o conceito de miragem para abordar o desejo por algo sedutor, mas possivelmente inalcançável. O título já indica esse tom de ilusão, remetendo ao fenômeno óptico que engana os sentidos. Ao longo da música, Leal constrói um clima de mistério e fascínio usando referências ao Oriente Médio, como “Ali Babá” e “Mil e Uma Noites”, que reforçam o ambiente exótico e enigmático da narrativa.
A figura central da canção é uma dançarina, chamada de “filha de Alá”, que representa tanto o objeto de desejo quanto o símbolo do mistério. O narrador se sente atraído e hipnotizado por ela, mas percebe que talvez esteja apenas projetando seus próprios sonhos: “Mas acho que ela só quer bailar / Não acho que quer me amar”. O véu que cobre a dançarina, deixando apenas o olhar à mostra, simboliza a distância entre o desejo e a realidade, além de reforçar a dúvida sobre quem ela realmente é. A repetição de perguntas como “Será que ela me quer? / Divina ou é mulher?” mostra a incerteza do narrador, que oscila entre ver a mulher como uma deusa inalcançável ou uma pessoa comum. No fim, a música revela a frustração de perseguir uma ilusão, expressa na imagem de um “deserto no meu coração”, e explora de forma leve o fascínio pelo que é misterioso e talvez impossível de alcançar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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