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Jeanne

ROSALÍA

Identidade e resistência em "Jeanne" de ROSALÍA

Em "Jeanne", ROSALÍA escolhe cantar em francês para homenagear Joana d'Arc, trazendo à tona temas de identidade, transcendência e liberdade espiritual. O verso “Je ne serai ni un homme / Non plus une femme / C'est mon cœur qui me nomme” (“Não serei nem um homem / Nem uma mulher / É meu coração que me nomeia”) mostra a recusa em se limitar às categorias tradicionais de gênero, refletindo a trajetória de Joana d'Arc, que desafiou as normas de sua época e foi canonizada por sua coragem e fé. A letra sugere que a verdadeira santidade e liberdade vêm da entrega total, como em “Entrégate / Que no hay manera / Mejor de amar / Que aniquilarse”, onde o ato de se aniquilar representa a dissolução do ego em prol de algo maior, seja amor, fé ou missão.

A música tem uma atmosfera introspectiva, reforçada por imagens de sofrimento e superação, como “Lloraba / De madrugada / La vida es breve / Si arrebatada” e “Tiembla, sin nadie a su lado / Ternura del tiempo afilado”. Esses trechos evocam a solidão e o sacrifício enfrentados por Joana d'Arc, mas também sugerem uma força interior capaz de gerar transformação, como em “parirás luz / Y las llamas destrozarán la cruz”. Ao final, a recusa em “rendre l'âme” (render a alma) mesmo quando convidada a “rendre les armes” (render as armas) reforça a ideia de resistência espiritual e autenticidade, valores centrais tanto na história de Joana quanto na proposta artística de ROSALÍA nesta faixa.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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