
Contradança
Ruy Maurity
A Dança da Vida e do Destino em 'Contradança' de Ruy Maurity
A música 'Contradança' de Ruy Maurity, lançada em 1980, é uma obra rica em metáforas e simbolismos que exploram a complexidade da vida e do destino. A letra começa com uma pergunta sobre uma dança que não quer parar, simbolizando talvez a incessante movimentação da vida e das emoções humanas. A resposta da menina, que menciona a trança dos cabelos levada pelo vento e a pança dos companheiros, sugere uma mistura de leveza e peso, de liberdade e compromisso, refletindo as dualidades presentes na existência.
A segunda estrofe aprofunda essa dualidade ao descrever a menina como filha do destino, rodando como um pião, e brincando de solidão no bosque da sua rua. Aqui, a solidão é apresentada não como algo negativo, mas como um espaço de brincadeira e introspecção. A imagem de ser cega, santa e nua, com o corpo como uma procissão, traz à tona a ideia de pureza e vulnerabilidade, mas também de sacralidade e exposição, como se a vida fosse um ritual contínuo de descobertas e revelações.
Na última estrofe, a menina se define como filha da vida alheia, uma anfitriã que veste trajes de ceia, diamante e talismã. Essa imagem sugere que ela é uma figura central nas vidas dos outros, adornada e valorizada, mas também uma parceira à noite e irmã durante o dia, indicando uma versatilidade de papéis e relações. A música, portanto, é uma celebração da complexidade da identidade feminina e da dança constante entre os diferentes aspectos da vida e do destino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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