
Sete Cavaleiros
Ruy Maurity
Os Sete Cavaleiros Encantados de Ruy Maurity
A música "Sete Cavaleiros" de Ruy Maurity, lançada em 1977, é uma obra rica em simbolismo e referências culturais. A letra começa com uma invocação a Obatalá, uma divindade do candomblé, pedindo orientação sobre a identidade do eu lírico. Essa busca por autoconhecimento é uma questão universal, mas aqui é contextualizada dentro da espiritualidade afro-brasileira, sugerindo uma conexão profunda com a natureza e os elementos: terra, vento e mar.
Os sete cavaleiros mencionados na canção são figuras místicas, descritas como filhos da inocência e pais de todos os pecados. Essa dualidade sugere que eles representam tanto a pureza quanto a transgressão, encapsulando a complexidade da condição humana. Eles são guerreiros e amantes, companheiros de Tupã, o deus supremo na mitologia tupi-guarani. Essa referência a Tupã reforça a fusão de diferentes tradições culturais e religiosas, criando uma narrativa rica e multifacetada.
A repetição do número sete ao longo da música não é acidental. O número sete tem significados profundos em várias culturas, frequentemente associado à perfeição, totalidade e mistério. Na canção, os sete cavaleiros são também feiticeiros e bandoleiros, figuras que evocam tanto poder quanto rebeldia. A menção ao cavalo de Ogum, orixá da guerra e da metalurgia, no final da canção, sugere uma vitória triunfante, uma conclusão poderosa para a jornada espiritual e mística descrita na letra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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