
Quizumba de Rei
Ruy Maurity
Espiritualidade e coletividade em "Quizumba de Rei"
"Quizumba de Rei", de Ruy Maurity, explora a relação entre espiritualidade e vida cotidiana no Brasil, usando elementos das religiões afro-brasileiras para abordar temas de resistência e união. Termos como "Ogum" e "Calunga" aparecem na letra para simbolizar a travessia entre o mundo material e o espiritual. Ogum, orixá associado à força e proteção, é reverenciado no verso “A coroa de ouro é mariô, Ogum é tata”, reforçando a ideia de superação diante das dificuldades.
A expressão “Quizumba de Calunga me pegou / Não dá mais tempo de explicar pro pessoal” faz referência ao transe espiritual, comum em rituais de Candomblé e Umbanda, onde "Calunga" pode representar tanto o mar, símbolo de passagem, quanto o mundo dos mortos. O trecho “Cada um por si não faz um Carnaval!” destaca a importância da coletividade, sugerindo que a vida, assim como as festas populares, só ganha sentido quando vivida em comunidade. A menção a São Jorge, sincretizado com Ogum, reforça o pedido por proteção e justiça. Ao situar parte da narrativa em um "boteco de esquina", a música aproxima o sagrado do cotidiano, mostrando como o místico e o popular se misturam na cultura brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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