
Desarma (part. BK)
Scalene
Crítica social e desigualdade em “Desarma (part. BK)”
A música “Desarma (part. BK)” de Scalene, com participação de BK, faz uma crítica direta ao discurso pró-armamentista no Brasil. Logo no início, a frase “se armas realmente trouxessem liberdade, a fábrica da Colt era o jardim do Éden” ironiza a ideia de que o acesso a armas resolveria problemas sociais. Ao citar a Colt, famosa fabricante de armas, a letra sugere que, se armas fossem sinônimo de liberdade, lugares marcados pela produção e circulação delas seriam verdadeiros paraísos, o que claramente não é o caso. Essa ironia expõe a contradição de quem defende o armamento como solução para a violência.
A canção também destaca a desigualdade social com o verso “uns caminham no tapete vermelho, outros só caminham no vermelho”, mostrando que, enquanto alguns vivem em meio ao luxo, outros enfrentam a violência e o sangue nas periferias. O impacto psicológico desse cenário aparece em “o colete que eu tenho é o que chamam de fé, que também é minha arma e ainda me mantém em pé”, indicando que, para muitos, a fé é o único escudo possível diante da insegurança. O refrão “a raiva rasga, mata e cala” resume o ciclo de violência alimentado pelo medo e pela hostilidade, enquanto o questionamento “Que arma, que arma, que arma, que arma o quê!” desafia a real eficácia das armas. Assim, “Desarma (part. BK)” propõe uma reflexão sobre a banalização da violência e a superficialidade das soluções armamentistas em uma sociedade marcada por desigualdade e desconfiança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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