
FEBRIL
Scalene
Reflexões sobre isolamento e angústia em “FEBRIL”
A música “FEBRIL”, da Scalene, utiliza o termo do título para expressar não só o estado físico de febre, mas principalmente a intensidade emocional e o desconforto psicológico vividos durante o isolamento social na pandemia. Inspirada por esse contexto, como explicou o vocalista Gustavo Bertoni, a letra transmite inquietação e angústia, evidentes em versos como “hiberno em eterno verão”, que mostra o paradoxo entre a necessidade de se recolher e a dificuldade de encontrar paz mesmo em um ambiente familiar. O trecho “luto a guerra interna de tempos febris” reforça a ideia de uma batalha emocional constante, marcada por sentimentos de raiva, ansiedade e luto, experiências relatadas pelo próprio Bertoni no início da pandemia.
A canção traz imagens marcantes para ilustrar o impacto desse período, como em “sinto o sangue borbulhar debaixo da minha pele manchada”, que pode ser lido tanto como referência à febre quanto à agitação interna provocada pelo estresse e pela incerteza. Elementos como “foto do lado do berço” e “urna que guarda o peso da morbidez” sugerem uma reflexão sobre vida e morte, ampliando o clima sombrio e introspectivo da faixa. O final, com “o sono que foge do corpo, o sonho que escapa do escopo do tempo real”, destaca a dificuldade de encontrar descanso e esperança em meio ao caos. A saída do baterista Philipe Nogueira, registrada nesta música, também marca um momento de transição e despedida, reforçando o sentimento de encerramento de um ciclo para a banda.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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