
OUROBOROS (part. Edgar)
Scalene
Ciclo social e autodestruição em “OUROBOROS (part. Edgar)”
Em “OUROBOROS (part. Edgar)”, Scalene utiliza o símbolo do ouroboros para ilustrar um ciclo contínuo de destruição e reconstrução que ultrapassa o âmbito individual e atinge toda a sociedade. A letra traz imagens fortes, como “arde e queima aqui / vida e chão / queima e morre aqui / alma e fé”, que expressam a sensação de colapso não só físico, mas também espiritual e emocional. O fogo, presente em vários momentos da música, representa tanto a raiva e angústia internas quanto o caos social, reforçando a ideia de que o fim está próximo, mas é encarado com uma aceitação resignada, como sugerido pelo trecho “em paz”.
A participação de Edgar aprofunda a crítica social, abordando temas como desigualdade, alienação e a falência das estruturas políticas e históricas. Versos como “passam boiadas por cima de nós” fazem referência direta à negligência e opressão dos poderosos, enquanto “não precisava de analítica, de mítica, crítica ou jurídica” critica a burocracia e a complexidade que afastam as pessoas das soluções reais. Ao citar “magnatas de Brasília” e “delinquentes da Praça da Sé e da República”, a música mostra que o ciclo de prejuízo e enriquecimento atinge todas as camadas sociais, reforçando o ouroboros como metáfora de um sistema que se alimenta do próprio caos. O desabafo “eu não aguento mais toda essa raiva” revela o limite emocional diante desse cenário, tornando a faixa um retrato direto e urgente do desconforto contemporâneo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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