
A Velha da Capa Preta
Siba
A crítica social e a ironia em “A Velha da Capa Preta” de Siba
Em “A Velha da Capa Preta”, Siba utiliza a figura da morte de forma irônica e crítica, transformando-a em uma personagem cansada do próprio trabalho. Logo no final da música, a morte expressa o desejo de se aposentar, dizendo à foice que “o povo já se matou antes mesmo d'eu chegar”. Essa frase destaca o tom sarcástico da canção e aponta para a autodestruição humana, sugerindo que a sociedade, por suas próprias ações, banaliza a morte e antecipa seu próprio fim.
A letra é marcada por imagens fortes e simbólicas, como a morte vestindo “a mortalha escura” e montando “um cavalo preto”, referências ao folclore popular que aqui ganham um tom de proximidade e ironia. Siba também utiliza a metáfora da vida como um cigarro que “o tempo amassa e machuca”, enquanto a morte “fuma a bituca e apaga a brasa no barro”, ressaltando a fragilidade da existência e a indiferença diante do sofrimento humano. A morte é descrita como uma figura de “simpatia pouca” e “semblante bizarro”, que espalha “ansiedade, angústia, medo e saudade” de forma silenciosa, reforçando sua presença constante e o impacto que causa.
Ao dar voz e sentimentos à morte, Siba constrói uma crítica social sutil, mostrando que, apesar de temida, ela é apenas parte do ciclo da vida. A forma como vivemos pode antecipar ou adiar esse encontro, trazendo reflexões sobre responsabilidade coletiva e o valor da vida, como sugerem os versos “fazendo a subtração dos nomes da lista dela” e “presença garantida no fim de toda novela”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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