
Svefn-G-Englar
Sigur Rós
Ambiguidade e vulnerabilidade em “Svefn-G-Englar” do Sigur Rós
O título “Svefn-G-Englar” traz um trocadilho em islandês, podendo ser entendido tanto como “anjos do sono” quanto como “sonâmbulos”. Essa ambiguidade está presente em toda a música, que explora a transição entre consciência e inconsciência, vida e sonho. A atmosfera criada pelos instrumentos e pelo vocal de Jónsi reforça essa sensação de suspensão, como se o personagem estivesse entre dois mundos. Isso fica claro no verso “Ég flýt um í neðansjávar hýðI / Á hóteli” (“Eu flutuo em um casulo subaquático / Em um hotel”), sugerindo um espaço de refúgio e isolamento, quase como um útero ou um lugar de espera.
A letra também fala sobre dependência e vulnerabilidade. No trecho “Beintengdur við rafmagnstöfluna / Og nærist” (“Diretamente conectado ao quadro de energia / E se alimenta”), surgem imagens de alguém sustentado artificialmente, talvez em coma ou sono profundo. Já em “Ég græt og ég græt - aftengdur / Ónýttur heili settur á brjóst / Og mataður af svefn-g-englum” (“Eu choro e eu choro – desconectado / Cérebro inutilizado colocado no peito / E alimentado por anjos do sono”), a ideia de entrega e cuidado aparece junto à perda de autonomia. O videoclipe, que traz atores com síndrome de Down vestidos de anjos, amplia o significado da música ao abordar pureza, inocência e aceitação da fragilidade humana. Assim, “Svefn-G-Englar” reflete sobre estados de transição, acolhimento e a beleza encontrada na vulnerabilidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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