Quando eu nasci
Chequei em clima de guerra
Minhas três Marias,
Tias do coração:
Das Dores, de Lourdes e da Penha,
MInha vó Helena,
E meu vô João.

Queriam um nome pro filho que vinha
Meu pai dava linha
Não abriam mão
João Junior, Filipe, Tiago,
André ou Ricardo,
E Sebastião. (repete: João Junior...)

Naquele tempo
O pai da gente era o chefe
Um verdadeiro mestre
Dono da decisão.
Na minha casa não era diferente
Pra vê-lo contente
Era lhe dar razão.

Um dia desses quando a chapa fervia
E ninguém se entendia
Meu pai aos berros mandou:
Não tem João, Filipe, André ou Ricardo,
Nem mesmo Tiago,
Põe Zé que tá bom. (repete: Não tem João...)

Seu Zé
É assim que me chamam na rua
Em casa é Zé pra lá e pra cá
Não é que eu não goste do nome José,
Nem porque foi meu pai quem mandou
Minhas três Marias reclamam até hoje
O nome que mais agradou
João era o nome mais certo
Mesmo o não mais belo
Era o do meu avô

O tempo passa
Mas ninguém nunca esquece
Minha mãe Celeste
Não deixa a estória morrer
É divertido ouvir e vê-la contar
E a gesticular
Muito engraçado de ver.
Cresci com Zé e como Zé me criei
E até me casei
Ouvindo sempre o refrão
Minha mulher me deixa as vezes sem jeito
Na hora do beijo
Põe Zé que tá bom.

Seu Zé é assim que me chamam na rua....

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