
Para o Mundo Que Eu Quero Descer
Silvio Brito
Crítica social e humor em “Para o Mundo Que Eu Quero Descer”
Em “Para o Mundo Que Eu Quero Descer”, Silvio Brito faz uma crítica direta à realidade brasileira dos anos 1970, especialmente durante o regime militar. O verso “Tem que pagar pra nascer, tem que pagar pra viver, tem que pagar pra morrer” resume, de forma irônica, a insatisfação com a exploração financeira e a burocracia excessiva que marcavam o país. A música adota um tom leve e bem-humorado para tratar de temas sérios, como a poluição — “escovar os dentes com a boca cheia de fumaça” —, a desigualdade social e o excesso de taxas e documentos, transmitindo o sentimento de frustração diante de um sistema que cobra por tudo, mas oferece pouco em troca.
O trecho sobre “esperar o Corinthians ganhar um campeonato” traz um elemento de humor e identificação popular, reforçando a ideia de espera interminável e decepção, sensações comuns na sociedade da época. Ao citar a “crise do Petróleo” e a “poluição que contaminou até as lágrimas”, Brito amplia sua crítica para questões globais e ambientais, mostrando que o descontentamento vai além do contexto nacional. O refrão “Para o mundo que eu quero descer” expressa o desejo de escapar das adversidades, enquanto o anseio de “ter você comigo pra mandar o resto pros diabos” revela a busca por conforto afetivo em meio ao caos. Assim, a canção mistura crítica social, ironia e esperança pessoal, criando um retrato ácido e bem-humorado do cotidiano brasileiro daquele período.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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