
Días y Flores
Silvio Rodriguez
Contrastes de ternura e revolta em "Días y Flores"
Em "Días y Flores", Silvio Rodriguez explora a tensão entre sentimentos de ternura e explosões de raiva, transformando vivências pessoais em reflexões sobre amor e indignação social. O verso “la rabia imperio asesino de niños” (a raiva, império assassino de crianças) conecta diretamente a música ao contexto político dos anos 1970, expressando a revolta do artista diante das injustiças e violências praticadas por regimes opressores. Essa crítica explícita levou à censura da canção em ditaduras como as de Franco, na Espanha, e Pinochet, no Chile. A indignação, porém, não é apenas coletiva: em “la rabia se me ha podrido el cariño” (a raiva apodreceu meu carinho), Silvio mostra como a raiva pode afetar até mesmo os sentimentos mais íntimos e puros.
Em contraste, a música traz imagens de cuidado e afeto, como quando o eu lírico colhe flores para a pessoa amada e deseja “teñir tu sudor” (tingir seu suor) com elas, simbolizando o desejo de suavizar as dificuldades do cotidiano com gestos de amor. Assim, "Días y Flores" reflete a luta entre esperança e desencanto, entre o desejo de transformar o mundo e a busca por refúgio no carinho e na intimidade. A sonoridade intimista reforça essa dualidade, tornando a canção um símbolo de resistência emocional e política, mas também de valorização dos pequenos gestos do dia a dia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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