Exibições da letra 12.810

Os Ofendidos

Skank

Exclusão social e resistência em “Os Ofendidos” do Skank

A música “Os Ofendidos”, do Skank, destaca personagens marginalizados, como o velho em Pompéu, o índio em Corumbá e o anjo no fliperama. Esses personagens representam grupos historicamente excluídos e, ao longo da letra, demonstram não sentir medo do mundo, mas sim ressentimento diante da indiferença e dos insultos que recebem da sociedade. O verso repetido “o mundo não me assusta, o mundo só me insulta” resume esse sentimento: o que mais pesa para eles não é o perigo, mas a sensação de serem ignorados e desrespeitados pelo coletivo.

A música utiliza situações cotidianas para provocar uma reflexão sobre injustiças sociais e a falta de empatia. Por exemplo, quando o narrador comenta sobre “guerra, crime” como novidades do mundo, o velho responde com indiferença, mostrando que, para quem já vive à margem, as tragédias do noticiário são apenas mais um insulto. O trecho “vou dançar até chover razões pra viver, morder o calcanhar do tempo pro tempo correr” expressa a busca por sentido e alegria mesmo diante da apatia social, funcionando como um ato de resistência. No final, referências a “Torre, bispo, Diabo e Deus” e o silêncio entre céu e inferno ampliam o debate para uma dimensão existencial, sugerindo que a insensibilidade atravessa todas as esferas da vida. Assim, “Os Ofendidos” convida o ouvinte a refletir sobre sua postura diante do sofrimento dos outros.

Composição: Chico Amaral, Samuel Rosa. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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