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La Vénus du Mélo

Stacey Kent

Ironia e jogo amoroso em “La Vénus du Mélo” de Stacey Kent

Em “La Vénus du Mélo”, Stacey Kent faz uma releitura irônica da figura clássica da Vênus de Milo, transformando-a em protagonista de um melodrama moderno. Ao se autodenominar “je suis la Vénus du Mélo” (“eu sou a Vênus do Mélo”), a narradora assume tanto o papel de musa idealizada quanto o de autora de cenas dramáticas, mostrando domínio sobre o desejo e a distância no relacionamento. Essa postura revela um jogo de poder, em que ela alterna entre ser objeto de adoração e quem conduz a dinâmica da relação.

A menção a Buster Keaton, conhecido por sua expressão impassível, destaca o contraste entre a intensidade emocional da narradora e a frieza do parceiro. Trechos como “que je te prenne, que je t’étreigne, que je te joue sur mon piano” (“que eu te pegue, que eu te abrace, que eu te toque no meu piano”) reforçam a ideia de desejo misturado ao controle, como se ela estivesse no comando de uma peça teatral. O tom leve e irônico da canção transforma o drama amoroso em algo lúdico, onde vulnerabilidade e controle se alternam, criando um retrato sofisticado e divertido das relações.

Composição: Bernie Beaupere / Emilie Satt / Jean-Karl Lucas. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por Monike e traduzida por Ana. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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