
Meu Velho Pai
Teixeirinha
Memória e saudade em “Meu Velho Pai” de Teixeirinha
A música “Meu Velho Pai”, de Teixeirinha, retrata de forma direta e emocionante como objetos simples, como o par de esporas, o chapéu empoeirado e a faca de cabo escuro, se tornam símbolos marcantes de identidade, memória e herança familiar. Esses itens, apresentados logo no início da letra, representam mais do que pertences: são lembranças vivas da personalidade e da trajetória do pai, um gaúcho tradicional cuja presença ainda é sentida pelo narrador. Cada elemento citado reforça o peso da cultura gaúcha, mostrando a importância das tradições e do vínculo entre gerações.
A letra destaca a admiração do filho pelas habilidades do pai, que era respeitado em práticas típicas do gaúcho, como a montaria, a doma e o laço. Ao afirmar que o pai era “doutor” na tropiada, “domador” nas domas e “perito” na laçada, Teixeirinha valoriza tanto a destreza do pai quanto o orgulho de fazer parte dessa tradição. O tom nostálgico se intensifica ao abordar a morte como uma presença inevitável, comparando-a a um “minuano chucro” (vento forte típico do sul) que leva tudo embora. A imagem dos “trastes da encilha” pendurados na parede reforça que, mesmo com a passagem do tempo, as lembranças e os valores permanecem como herança afetiva. O lamento final, “Choro uma barbaridade / Quando no seu nome falo”, resume a dor da perda e a força da saudade, tornando a canção um tributo sincero ao pai e à cultura gaúcha.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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