
Velho Pontilhão
Teixeirinha
Memória e legado familiar em “Velho Pontilhão” de Teixeirinha
A música “Velho Pontilhão”, de Teixeirinha, transforma uma ponte simples em um símbolo de legado familiar e identidade comunitária. Ao batizar a ponte com o nome de seu pai, Saturnino Teixeira, o artista eterniza a memória paterna e insere sua história pessoal no patrimônio coletivo da região de Rolante. Esse gesto mostra como experiências individuais podem se tornar parte da memória de uma comunidade.
A letra traz um tom nostálgico e afetivo, especialmente nas lembranças da infância e no orgulho pelo trabalho do pai: “Velho pontilhão foi meu pai que fez / Passei certa vez quando fui criança”. O pontilhão, construído com ferramentas simples como “inchó e formão de serra / E facão”, representa a tradição, o esforço manual e a ligação com a terra natal, Mascarada. Quando Teixeirinha canta “o construtor morreu / Mas um filho teu hoje te canta em versos”, ele destaca o papel da música em preservar memórias e valorizar as raízes familiares. O pontilhão se torna uma metáfora para a passagem do tempo e para a continuidade entre gerações, já que “os que vem e que vai / Ao passar por ti lembrarão o meu pai”.
No final da canção, ao dizer “Ninguém te deu nome, mas eu te batizo / Registro na história e me realizo / Passa a se chamar Saturnino Teixeira”, Teixeirinha transforma a ponte em um monumento afetivo. Assim, “Velho Pontilhão” celebra a memória, a tradição e o valor das pequenas grandes obras que marcam a vida das pessoas e das cidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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