
Esquilador
Telmo de Lima Freitas
Mudanças e saudade no campo em “Esquilador” de Telmo de Lima Freitas
A música “Esquilador”, de Telmo de Lima Freitas, retrata o impacto da modernização e do êxodo rural na vida do trabalhador do campo gaúcho. No trecho “Ao cambiar de sorte levou cimbronaço / Ouvindo o compasso tocado a motor”, a letra mostra como a mecanização substituiu o trabalho manual, trazendo não só a perda de um ofício tradicional, mas também o sentimento de choque e deslocamento para quem vê sua profissão ameaçada. Esse contexto se conecta ao movimento histórico de migração do campo para a cidade, ampliando o significado da canção para além da rotina do esquilador e abordando temas como nostalgia e busca por pertencimento.
A canção valoriza a simplicidade e a dignidade do trabalho rural, como em “Avental de estopa, faixa na cintura / E um gole de pura pra espantar o calor”, que descreve o cotidiano com autenticidade. Ao mesmo tempo, utiliza metáforas para expressar a sensação de perda e o desejo de retorno às origens. O verso “Quem vendeu tesouras na ilusão povoeira / Volte pra fronteira para se encontrar” sugere que muitos que deixaram o campo em busca de uma vida melhor acabam sentindo falta de suas raízes e precisam retornar para reencontrar sua identidade. O uso de expressões regionais e imagens como “alma branca igual ao velo” reforça o tom nostálgico e a valorização da cultura gaúcha, elementos centrais na obra de Telmo de Lima Freitas, que sempre buscou homenagear as vidas anônimas do sul do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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