
Esquerda, Grana e Direita
Tom Zé
Contradições sociais e ironia em “Esquerda, Grana e Direita”
A música “Esquerda, Grana e Direita”, de Tom Zé, faz uma crítica direta e irônica à forma como a ascensão social pode transformar antigos oprimidos em novos opressores. No verso “Quando o trabalhador cresce na sociedade... Ele pratica o método do opressor / Porque foi o único método que aprendeu”, Tom Zé se apoia na análise de Paulo Freire sobre a reprodução dos comportamentos opressores por quem antes era vítima. O artista mostra que subir de classe não significa, necessariamente, romper com as estruturas de dominação, mas muitas vezes apenas perpetuá-las sob nova roupagem.
A letra também aborda a precariedade do chamado “precariado”, grupo que vive em condições instáveis de trabalho e vida. Ao repetir “O povo querida, querida... E nossa covardia, querida, querida / Masturba e deleita querida-a / Esquerda, grana e direita”, Tom Zé ironiza a passividade diante das contradições sociais e sugere que, independentemente de ideologia, todos acabam reproduzindo práticas semelhantes. A música ainda questiona a eficácia das canções de protesto e a sinceridade dos que se dizem benfeitores, apontando para a alienação presente no cotidiano, como em “Um desejo por vitrina / Um amor cego de esquina”. Assim, Tom Zé amplia sua crítica, mostrando que as contradições sociais atravessam todos os aspectos da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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