Exibições da letra 45

O Mistério do Príncipe do Bará: A Oração do Negrinho e a Ressurreição de sua Coroa sob o Céu Aberto do Rio Grande

Toninho Geraes

Letra

    Upa negrinho correndo na estrada
    Pra avisar toda a negrada
    Foi Custódio que chegou
    Upa negrinho que coisa mais linda
    Pastoreia a mandinga de Bará, o protetor
    O príncipe, malandro querubim
    Da nobreza do Beniin, o senhor da encruzilhada
    A águia reluzente feito sol
    Traz dos pampas um farol
    Africanidade eternizada

    Rio Grande terreiro, eg' lebara
    É o sul mandingueiro que fala

    Caô, salve os herdeiros de Xangô
    Dos oprimidos e bastardos
    Bastião da fé
    Do povo que o branco negou

    Começo, meio e começo, pois a vida é cíclica
    O meio dá o preço, e o negro paga a dívida
    Tem jeje e nagô atrás do rosário
    Aos pés de atotô, o santo sudário
    Obatalá é Deus no santuário
    Enfim, hoje assentado no mercado
    Pelos gaúchos cultuado
    O curandeiro das mazelas
    Por nós, do povo preto libertado
    O seu batuque exaltado
    No altar do samba da Portela

    Acende a vela pro pedido acontecer
    Acende a chama no olhar de um erê
    Na luta por igualdade reencontrar a história
    Avante portelense pra vitória

    Composição: Toninho Geraes, Paulo César Feital, Juca, Eli Penteado, Alexandre Fernandes, Víctor do Chapéu. Essa informação está errada? Nos avise.

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