
Dublê da Covardia
Tribo da Periferia
Ciclo de violência e desconfiança em “Dublê da Covardia”
“Dublê da Covardia”, do Tribo da Periferia, retrata de forma direta o ciclo de violência que nasce da desconfiança e dos boatos nas periferias brasileiras. A música mostra como o medo de ser visto como covarde leva o personagem principal a agir impulsivamente, tornando-se exatamente aquilo que queria evitar. O título reforça essa ironia: ao tentar fugir da covardia, ele se transforma em um “dublê” dela, ou seja, um representante involuntário desse comportamento. A letra descreve a escalada de tensão a partir de rumores e provocações, como em “ta querendo ser doidão Zé cuidado com essas fita o louco lá subiu aqui com uma 9 na cinta”, ilustrando como a pressão do ambiente e a falta de confiança entre os moradores resultam em decisões trágicas.
O refrão “Só se pode confiar em Deus” expressa o sentimento de isolamento e a dificuldade de confiar nas pessoas ao redor, reforçando o clima de paranoia. A inspiração da música vem das experiências de traição e dificuldades vividas nas periferias, o que se reflete na narrativa: o personagem, influenciado por “papo do Judas”, acaba agindo contra pessoas inocentes, mostrando como a desinformação e as falsas amizades podem destruir vidas. O desfecho, com “dois corpos sangrando no chão e eu correndo com uma arma na mão”, resume o impacto devastador desse ambiente, onde a violência se perpetua e a culpa recai sobre todos, inclusive sobre quem só queria se proteger.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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