
Amnésia
Tribo da Periferia
Realidade e resistência em "Amnésia" da Tribo da Periferia
Em "Amnésia", a Tribo da Periferia utiliza a repetição da frase “diga-me algo que eu não sei” como um desafio direto a quem julga ou ignora a realidade das periferias. Essa provocação evidencia a distância entre quem vive essas experiências e quem apenas observa de fora, reforçando a frustração e a sensação de invisibilidade de quem enfrenta diariamente a violência, a pobreza e a falta de oportunidades. Imagens como “rastou revolver mirou, olhou pra mim se calou... E atirou” e “minha selva de pedra, minha batalha diária” retratam de forma direta o ambiente hostil e a constante ameaça à vida, destacando o ciclo de violência presente nas comunidades marginalizadas.
O simbolismo das armas e a menção à “farda de guerra” ilustram não só o perigo constante, mas também a necessidade de resistência e sobrevivência. O verso “eles querem ver minha morte, ver minha mãe chorar, mas vou dar teor na história pros meus filhos contar” mostra a luta por dignidade e a tentativa de transformar a dor em aprendizado para as próximas gerações. A música denuncia a alienação e a falta de reconhecimento do valor dessas comunidades, como fica claro em “faça feliz quem convém o seu coração pra ver o negro baleado com algemas na mão sem perdão”, onde a crítica ao racismo estrutural e à criminalização da pobreza é explícita. O título "Amnésia" sugere que a sociedade prefere esquecer ou ignorar essas realidades, reforçando a necessidade de conscientização e transformação social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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