
Dona Aranha
Tribo da Periferia
Metáforas de resistência e ascensão em “Dona Aranha”
Em “Dona Aranha”, a Tribo da Periferia faz uma releitura criativa da tradicional cantiga infantil, usando-a como metáfora para a realidade dos jovens das periferias urbanas. O verso “Aranha sobe, sobe na parede / Veio um grave forte e a derrubou” transforma a imagem da aranha persistente em símbolo da luta por ascensão social, enquanto o “grave forte” representa tanto o impacto do som dos paredões quanto as dificuldades e violências que podem interromper sonhos. Essa escolha conecta o universo lúdico à dura rotina das comunidades, mostrando como obstáculos inesperados fazem parte do cotidiano de quem tenta melhorar de vida.
A letra também retrata cenas típicas das periferias, como em “os moleque sobem, viatura desce”, evidenciando o contraste entre a busca por lazer, liberdade e ascensão dos jovens e a constante repressão policial. A cultura dos paredões aparece como espaço de resistência e celebração coletiva: “As carreta brota / Aglomera lá na quina / Só amassa a lata / Foda-se a rotina”, destacando a união da comunidade diante das adversidades. O uso de gírias, menções a marcas de equipamentos de som como “Taramps” e referências a festas de rua reforçam o orgulho das raízes periféricas. A repetição da metáfora da aranha ao longo da música sugere que, apesar das quedas, sempre há espaço para recomeçar, reafirmando a resiliência e a esperança presentes na vida periférica.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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