
Dr. Enfermo
Tribo da Periferia
Realidade e dor nas periferias em “Dr. Enfermo”
“Dr. Enfermo”, da Tribo da Periferia, expõe de forma direta como a dor e o sofrimento se tornam parte do cotidiano nas periferias urbanas. O título faz um trocadilho irônico: o “doutor” não traz cura, mas apenas observa e relata os sintomas de uma sociedade marcada por violência, pobreza e falta de esperança. Isso fica claro em versos como “Só Deus sabe, Deus sabe, Deus sabe / O quanto caminhei pelas ruas dessa cidade” e “Barraco voa na chuva / O quintal se alaga / E quem se arma também perde a casa”, que mostram a rotina difícil e a vulnerabilidade dos moradores dessas regiões.
A repetição de “te contaminou, se contaminou também” reforça a ideia de que problemas como drogas, violência e desesperança se espalham como uma doença coletiva, difícil de controlar. As menções a marcas como Calvin Klein e Hug, além da referência a Freddy Krueger, misturam o desejo de consumo com os pesadelos diários enfrentados pelos jovens da periferia. O verso “um belo dia para entendermos que a dor não significa absolutamente nada” revela a insensibilidade criada pela convivência constante com o sofrimento. Já a frase “infelizmente eu não posso te ajudar” destaca o sentimento de impotência diante de um ciclo de problemas que parece não ter fim. A música, assim, faz um retrato realista e crítico das feridas sociais presentes nas margens da cidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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